Despertai, olhai para fora e percebei o vento.
Contemplai o oceano, a linha que quebra as ondas.
Aqui é um outro mundo, outra dimensão.
Dimensão liquida, cor azul e balanço. Tudo vibra, eternamente, como um sedutor, buscando na pluralidade das experiências amorosas, o sentido da sua vida.
Recuperai os restos mortais... intelecto e espiritualidade, no caleidoscópio de memórias.
Travessia de sensações.
Desvendai a encorpada neblina sobre o entendimento cosmogonico. A paz no meio da guerra.
Meu lotus de mil pétalas, que ocultou toda sua luz até que a terra e o céu tivessem a mesma cor, conte-me uma historia que fale do amor verdadeiro. Sobre a cor, o movimento e uma sensualidade profunda.
Uma historia tão importante quanto passa a ser aquele rumor difuso que envolve existência, cujo coração esta desde o começo.
No nosso iluminismo fluorescente de boteco, um flerte apaixonado com a musica, parece desenhar uma delicada curva e reconquistar os perfumes de nossa infância.
A resposta esta soprando com o vento. Antes e depois dos anos, como uma mescla de dois caminhos em confronto com a brutalidade do real
4 de set. de 2008
23 de jul. de 2008
Rogo ao mundo que sossegue meu coração,
para que eu possa pousar na lápide fria dos mortos,
meus antigos amores, e não senti-los.
Atravesso a vida na minha almadia, carregando baús de memoria.
Todo esse tempo havia passado em contemplação.
Em vê-lo, ama-lo, em sonha-lo.
Aquela lágrima solitária,
A espera pelo seu amor,
Me feriam.
Se mesclavam ao magno concerto dos corações partidos.
Doía-me profundamente aquela dor.
Quisera eu ser dona dos teus devaneios, ser parte dos teus sonhos, ser tua musa.
Não, os que amam verdadeiramente não sentem a impaciência da separação.
Porém, não beijo o futuro para poder não sonhar contigo.
Sou totalmente tua e não me importa quem sejas.
Logo as lágrimas inundam meus olhos, e espero a cessação de todos os sonhos, todas as palpitações.
Chorava na embriagues da primavera, sob o fogo do sol de Adonis. Entre gritos despedaçadores, tudo se confundia. Em consequência disso, mil temores, mil visões.
A minha face, essas malditas lágrimas ainda queimam.
Quereria saber que me engano, que coisa mais cruel para o coração
Da liberdade santa, `a oferenda graciosa da seiva virginal, fiz no antro selvagem meu leito de amor.
Até os infernos dos meus amores cães, sedentos, que na lama deixavam meus lábios ainda queimados dos seus.
Quis tomar todo o gozo da existência. A saciedade é um tédio terrível
Na minha barca esperava eu sempre, mas não ouvi o canto das sereias.
O amor é fatal.
Matai-me então...
para que eu possa pousar na lápide fria dos mortos,
meus antigos amores, e não senti-los.
Atravesso a vida na minha almadia, carregando baús de memoria.
Todo esse tempo havia passado em contemplação.
Em vê-lo, ama-lo, em sonha-lo.
Aquela lágrima solitária,
A espera pelo seu amor,
Me feriam.
Se mesclavam ao magno concerto dos corações partidos.
Doía-me profundamente aquela dor.
Quisera eu ser dona dos teus devaneios, ser parte dos teus sonhos, ser tua musa.
Não, os que amam verdadeiramente não sentem a impaciência da separação.
Porém, não beijo o futuro para poder não sonhar contigo.
Sou totalmente tua e não me importa quem sejas.
Logo as lágrimas inundam meus olhos, e espero a cessação de todos os sonhos, todas as palpitações.
Chorava na embriagues da primavera, sob o fogo do sol de Adonis. Entre gritos despedaçadores, tudo se confundia. Em consequência disso, mil temores, mil visões.
A minha face, essas malditas lágrimas ainda queimam.
Quereria saber que me engano, que coisa mais cruel para o coração
Da liberdade santa, `a oferenda graciosa da seiva virginal, fiz no antro selvagem meu leito de amor.
Até os infernos dos meus amores cães, sedentos, que na lama deixavam meus lábios ainda queimados dos seus.
Quis tomar todo o gozo da existência. A saciedade é um tédio terrível
Na minha barca esperava eu sempre, mas não ouvi o canto das sereias.
O amor é fatal.
Matai-me então...
17 de jun. de 2008
Morrem na embriaguez da vida, as cores.
O que dirá o céu?
Um grito pingará pelo ar.
O único som que ouvirei depois disso
Será o som do cheiro dos seus passos.
Tudo me parecia um sonho.
Um desses sonhos a que a alma se abandona
ao som das águas.
Um silêncio de eternidade.
Quem ousa tomar nos braços o amor
e conduzi-lo por cima do abismo?
Quem ousa jurar sobre a cruz de sua espada
que sem vacilar o fará?
O amor, sentado sobre a rocha,
devorou-me todos os outros sentimentos.
Como a lava candente devora tudo o que encontra,
quando o vulcão a vomita.
Qual será a cor de tudo
quando o amor chegar para buscar você?
O que dirá o céu?
Procuro deliberadamente as cores.
Mas é necessário adivinha-las,
é necessário evocá-las do fundo escuro da montanha.
Trazê-las a luz
Mas é preciso querer absolutamente.
O que dirá o céu?
Um grito pingará pelo ar.
O único som que ouvirei depois disso
Será o som do cheiro dos seus passos.
Tudo me parecia um sonho.
Um desses sonhos a que a alma se abandona
ao som das águas.
Um silêncio de eternidade.
Quem ousa tomar nos braços o amor
e conduzi-lo por cima do abismo?
Quem ousa jurar sobre a cruz de sua espada
que sem vacilar o fará?
O amor, sentado sobre a rocha,
devorou-me todos os outros sentimentos.
Como a lava candente devora tudo o que encontra,
quando o vulcão a vomita.
Qual será a cor de tudo
quando o amor chegar para buscar você?
O que dirá o céu?
Procuro deliberadamente as cores.
Mas é necessário adivinha-las,
é necessário evocá-las do fundo escuro da montanha.
Trazê-las a luz
Mas é preciso querer absolutamente.
4 de jan. de 2008
Desfia dores que mantem
profundo corte na cicatriz (aquela).
Vagabunda dor.
No rosario de contas carpideira
dores que tenho tao somente.
Talvez esse tempo que desliza
seja um bastardo;
faz abrigo da tristeza.
Um salto no abismo profundo
num acorde silencioso.
Nenhum navegador pra guiar o meu caminho pra casa...
profundo corte na cicatriz (aquela).
Vagabunda dor.
No rosario de contas carpideira
dores que tenho tao somente.
Talvez esse tempo que desliza
seja um bastardo;
faz abrigo da tristeza.
Um salto no abismo profundo
num acorde silencioso.
Nenhum navegador pra guiar o meu caminho pra casa...
18 de mai. de 2007
1 de mai. de 2007
Amo sem razao.
Um amor qualquer,
qualquer amor. Sempre.
Como um peixe
se me prendes, esquivo
fujo para o fundo do oceano
meu oceano.
Canto, berro, choro...
Presilhas, prende tudo
cabelo, gente, animal.
Sinto seu cheiro
Me convidas, recuso
Estou mais em mim
(sempre em mim).
Navalha na carne
cortando na noite fria.
O homem,animal que devora a ti mesmo,
digere carne podre.
A neve branca no nariz do tolo
em viva carne crua.
O vinho desce pela garganta
duvido da qualidade
mas depois da quinta dose
o que sei eu?
o que sei eu?
Um amor qualquer,
qualquer amor. Sempre.
Como um peixe
se me prendes, esquivo
fujo para o fundo do oceano
meu oceano.
Canto, berro, choro...
Presilhas, prende tudo
cabelo, gente, animal.
Sinto seu cheiro
Me convidas, recuso
Estou mais em mim
(sempre em mim).
Navalha na carne
cortando na noite fria.
O homem,animal que devora a ti mesmo,
digere carne podre.
A neve branca no nariz do tolo
em viva carne crua.
O vinho desce pela garganta
duvido da qualidade
mas depois da quinta dose
o que sei eu?
o que sei eu?
17 de fev. de 2007
Luara
Uma beleza não impregnada de perfumes,
nem de odores artificiais.
Ninguém será tão delirante
para dizer o contrário.
És como a bela borboleta
quando vai balançando ao ar
e ao oceano se larga.
Salve, bela Lua
Para a terra do encantamento eterno.
Seu olhar, a luz destas pupilas raras.
Você é tudo o que já existiu
tudo o que é e tudo o que será.
nem de odores artificiais.
Ninguém será tão delirante
para dizer o contrário.
És como a bela borboleta
quando vai balançando ao ar
e ao oceano se larga.
Salve, bela Lua
Para a terra do encantamento eterno.
Seu olhar, a luz destas pupilas raras.
Você é tudo o que já existiu
tudo o que é e tudo o que será.
14 de jan. de 2007
Quando a noite se une ao infinito,
a saudade qual açoite fere.
Guardo os olhares.
Devoro teus traços,
que ha muito me serviu de sentimentos.
Berro versos pelo universo
que guardara o segredo, como um peito, o punhal.
Eu inventei a dor.
Desejo de morte, como libertação da carne.
Caleidoscopio de ilusões.
Seu entorno
é somente o peso do meu resto.
A nos dissolver no sabor do último trago do vinho.
a saudade qual açoite fere.
Guardo os olhares.
Devoro teus traços,
que ha muito me serviu de sentimentos.
Berro versos pelo universo
que guardara o segredo, como um peito, o punhal.
Eu inventei a dor.
Desejo de morte, como libertação da carne.
Caleidoscopio de ilusões.
Seu entorno
é somente o peso do meu resto.
A nos dissolver no sabor do último trago do vinho.
25 de nov. de 2006
Rainhas sem reino
dilaceradas por algo mais além da doença,
delicadamente teciam o tecido da existencia.
Simbólica selva dos vícios humanos,
Que a memória se esvai, tentando relembrar.
Se acaso o tempo de perder lhe chega,
o passo me ha vedado,
imutavel na sua eternidade.
Desnudadas almas.
Se em mim somente havia o que perdi,
de saber tais desejos me acenderam,
que tao pungentes de antes nao senti-os.
Talvez por saberem do nosso insólito convívio,
nos permitem enxergar alem dos limites dos olhos.
Amor conduz-me e faz-me estar contigo.
Me resigno a cometer a loucura,
avessa a toda sorte em silêncio recolhido.
Que dor tao viva de mim se apodera?
Ó pesado fardo da desesperança
sereis ao fogo transportado
e nada mais me importa.
dilaceradas por algo mais além da doença,
delicadamente teciam o tecido da existencia.
Simbólica selva dos vícios humanos,
Que a memória se esvai, tentando relembrar.
Se acaso o tempo de perder lhe chega,
o passo me ha vedado,
imutavel na sua eternidade.
Desnudadas almas.
Se em mim somente havia o que perdi,
de saber tais desejos me acenderam,
que tao pungentes de antes nao senti-os.
Talvez por saberem do nosso insólito convívio,
nos permitem enxergar alem dos limites dos olhos.
Amor conduz-me e faz-me estar contigo.
Me resigno a cometer a loucura,
avessa a toda sorte em silêncio recolhido.
Que dor tao viva de mim se apodera?
Ó pesado fardo da desesperança
sereis ao fogo transportado
e nada mais me importa.
10 de nov. de 2006
De tristeza, só as lágrimas que cairam
a história é outra para contar.
Todo sonho no meio da madrugada,
feito faca cortando a carne, ferindo ia.
Vivendo nessa disputa
dentro das cercas do curral,
não passa um só tempo
tomado no silêncio,
que não lembre.
E tendo essas memórias,
nao tem quem nao tema
o medo de fantasiar.
a história é outra para contar.
Todo sonho no meio da madrugada,
feito faca cortando a carne, ferindo ia.
Vivendo nessa disputa
dentro das cercas do curral,
não passa um só tempo
tomado no silêncio,
que não lembre.
E tendo essas memórias,
nao tem quem nao tema
o medo de fantasiar.
7 de nov. de 2006
O traço se faz rastro.
Exausto,
Não ouso compreender.
Assobia, ou finge rir,
Debaixo do chicote de quem bate.
Medir-lhe a queda,
Um pálido sopro de morte.
Entre os desesperados,
Tu não extingues a alma.
Daqui estou vendo:
Flores frescas e ervas em teus cabelos.
Enquanto o tronco arde,
A roda gira, o poder queima.
O sol vive novamente.
Exausto,
Não ouso compreender.
Assobia, ou finge rir,
Debaixo do chicote de quem bate.
Medir-lhe a queda,
Um pálido sopro de morte.
Entre os desesperados,
Tu não extingues a alma.
Daqui estou vendo:
Flores frescas e ervas em teus cabelos.
Enquanto o tronco arde,
A roda gira, o poder queima.
O sol vive novamente.
Um sentimento esquisito
Recorda meu (mal) feito.
Cai a graça do sorriso
Que vai de mansinho.
Para cada dor, sem fundo
Estranheza e solidão.
Se sabe de repente,
Errar o caminho remoto,
Ser por ele soterrado
(sem angústia)
Mas num mortal desgosto.
Tuas histórias, teus casos,
Tão fatigados.
Não é música, é delírio
De cascata caindo
Fluindo da mata.
Amor caído ali, na poça amarga
O corpo incauto, jaz, frio e inacabado.
Recorda meu (mal) feito.
Cai a graça do sorriso
Que vai de mansinho.
Para cada dor, sem fundo
Estranheza e solidão.
Se sabe de repente,
Errar o caminho remoto,
Ser por ele soterrado
(sem angústia)
Mas num mortal desgosto.
Tuas histórias, teus casos,
Tão fatigados.
Não é música, é delírio
De cascata caindo
Fluindo da mata.
Amor caído ali, na poça amarga
O corpo incauto, jaz, frio e inacabado.
27 de out. de 2006

"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte." - JOÃO CABRAL DE MELO NETO
29 de set. de 2006
para biroska
Matou-me tambem a saudade.
No vago que deixa em alguem,
ela é profunda como a ocasiao perdida.
Das palavras soltas ao vento,
que se faz frase ao ouvido de cada um,
matou-me tambem a saudade.
No vago que deixa em alguem,
ela é profunda como a ocasiao perdida.
Das palavras soltas ao vento,
que se faz frase ao ouvido de cada um,
matou-me tambem a saudade.
19 de set. de 2006
15 de set. de 2006
Serve-me a hipótese de tentar.
O tormento que transmite atrás do muro.
Assim..rindo de mim!
Não sem medo, não sem dor
Mas não sei tambem como é agradar,
Traços faço em passos largos
quero viver de opostos
ser nada enquanto me vejo completa
Eu quis pensar tudo em você.
Ainda prefiro dizer
eu amo a liberdade.
Assim eu parecia mais humana.
O tormento que transmite atrás do muro.
Assim..rindo de mim!
Não sem medo, não sem dor
Mas não sei tambem como é agradar,
Traços faço em passos largos
quero viver de opostos
ser nada enquanto me vejo completa
Eu quis pensar tudo em você.
Ainda prefiro dizer
eu amo a liberdade.
Assim eu parecia mais humana.
13 de set. de 2006
Escrevo, na imensa falta que me faz, o deleite que a vida traz
De belo, ainda guardo as imagens aqui dentro
Nao mais tristes, piegas.
Melancolicas, talvez,
mas sempre desejosas.
Nao temo mais a cela que ha tempos deixei
Me apraz o vento no rosto
os pes no chao,
Sentimentos que afloram para dar algum sentido
A essa coisa que é a vida.
De belo, ainda guardo as imagens aqui dentro
Nao mais tristes, piegas.
Melancolicas, talvez,
mas sempre desejosas.
Nao temo mais a cela que ha tempos deixei
Me apraz o vento no rosto
os pes no chao,
Sentimentos que afloram para dar algum sentido
A essa coisa que é a vida.
4 de jul. de 2006
Inconsoláveis amarguras
Vi no olho da serpente
que se levanta com tal desespero,
o terrível brinquedo da natureza,
que ri da vida e da morte.
E ela que a vertigem arrasta,
por um momento se torna cruel.
As suas furiosas carícias
eram menos perigosas que o abismo profundo.
Abismos monstruosos de prazer.
Que a todos acolhe no asilo da loucura.
que se levanta com tal desespero,
o terrível brinquedo da natureza,
que ri da vida e da morte.
E ela que a vertigem arrasta,
por um momento se torna cruel.
As suas furiosas carícias
eram menos perigosas que o abismo profundo.
Abismos monstruosos de prazer.
Que a todos acolhe no asilo da loucura.
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