Matou-me tambem a saudade.
No vago que deixa em alguem,
ela é profunda como a ocasiao perdida.
Das palavras soltas ao vento,
que se faz frase ao ouvido de cada um,
matou-me tambem a saudade.
29 de set. de 2006
19 de set. de 2006
15 de set. de 2006
Serve-me a hipótese de tentar.
O tormento que transmite atrás do muro.
Assim..rindo de mim!
Não sem medo, não sem dor
Mas não sei tambem como é agradar,
Traços faço em passos largos
quero viver de opostos
ser nada enquanto me vejo completa
Eu quis pensar tudo em você.
Ainda prefiro dizer
eu amo a liberdade.
Assim eu parecia mais humana.
O tormento que transmite atrás do muro.
Assim..rindo de mim!
Não sem medo, não sem dor
Mas não sei tambem como é agradar,
Traços faço em passos largos
quero viver de opostos
ser nada enquanto me vejo completa
Eu quis pensar tudo em você.
Ainda prefiro dizer
eu amo a liberdade.
Assim eu parecia mais humana.
13 de set. de 2006
Escrevo, na imensa falta que me faz, o deleite que a vida traz
De belo, ainda guardo as imagens aqui dentro
Nao mais tristes, piegas.
Melancolicas, talvez,
mas sempre desejosas.
Nao temo mais a cela que ha tempos deixei
Me apraz o vento no rosto
os pes no chao,
Sentimentos que afloram para dar algum sentido
A essa coisa que é a vida.
De belo, ainda guardo as imagens aqui dentro
Nao mais tristes, piegas.
Melancolicas, talvez,
mas sempre desejosas.
Nao temo mais a cela que ha tempos deixei
Me apraz o vento no rosto
os pes no chao,
Sentimentos que afloram para dar algum sentido
A essa coisa que é a vida.
4 de jul. de 2006
Inconsoláveis amarguras
Vi no olho da serpente
que se levanta com tal desespero,
o terrível brinquedo da natureza,
que ri da vida e da morte.
E ela que a vertigem arrasta,
por um momento se torna cruel.
As suas furiosas carícias
eram menos perigosas que o abismo profundo.
Abismos monstruosos de prazer.
Que a todos acolhe no asilo da loucura.
que se levanta com tal desespero,
o terrível brinquedo da natureza,
que ri da vida e da morte.
E ela que a vertigem arrasta,
por um momento se torna cruel.
As suas furiosas carícias
eram menos perigosas que o abismo profundo.
Abismos monstruosos de prazer.
Que a todos acolhe no asilo da loucura.
28 de jun. de 2006
O Guerreiro
Dos seus terraços,
elas fazem-lhe sinais,
convidam-no, chamam-no.
Ele fecha os olhos e avança.
Nao obteríeis por resposta
senao um sorriso silencioso.
elas fazem-lhe sinais,
convidam-no, chamam-no.
Ele fecha os olhos e avança.
Nao obteríeis por resposta
senao um sorriso silencioso.
27 de jun. de 2006
qualquer coisa
22 de jun. de 2006
Caminho
Desfaz o fermento amargo que o tempo traz
Aqui reina uma paz amena... encha seu coração
Arrasta-a para dentro de ti.
Na unidade da alma e da razão
Nós vivemos da luz, como os Deuses,
com seus traços deslumbrantes.
Do pântano nasce o Lótus
Que trago em meus ombros.
Não morra sem ter vivido,
sem ter amado,
sem ter tido a sua hora divina.
Aqui reina uma paz amena... encha seu coração
Arrasta-a para dentro de ti.
Na unidade da alma e da razão
Nós vivemos da luz, como os Deuses,
com seus traços deslumbrantes.
Do pântano nasce o Lótus
Que trago em meus ombros.
Não morra sem ter vivido,
sem ter amado,
sem ter tido a sua hora divina.
Para Luis Augusto (em algum lugar do universo)
Caminhas sobre os conceitos.
Uma perfeita antitese e um contraste completo,
fragmentos para fora do vidro.
Tão breve.
Tão certo.
Um salto a penetrar o abismo do espaço e do tempo.
Vai. Segue.
A procura é tanta...
O encontro, um segredo.
A morte não parece ser a fonte:
Tira deles tudo que eles sabem.
As diversidades concordantes revestem-se de um mútuo encanto.
Como a te esperar a compreender a natureza.
21 de jun. de 2006
Cotidiano
Deus não me socorreu.
Me ofereceram rios, as águas do paraíso
- aqui, confesso, tenho sede. Bebe-lo-ia num trago.
A impureza ingenua imperceptivel na sensibilidade refinada.
É quieto agora:
Lia fragmentos de memoria escolhidos.
Um grito preso,
de gole em gole torna-se ébrio,
esse mundo que desconheço.
Apenas um sopro na infinita madrugada.
Me ofereceram rios, as águas do paraíso
- aqui, confesso, tenho sede. Bebe-lo-ia num trago.
A impureza ingenua imperceptivel na sensibilidade refinada.
É quieto agora:
Lia fragmentos de memoria escolhidos.
Um grito preso,
de gole em gole torna-se ébrio,
esse mundo que desconheço.
Apenas um sopro na infinita madrugada.
17 de jun. de 2006
Refazer
Pesadelos da carne que se desfaz.
Na solidão fui refugiar-me,
nua e enegrecida, como seu cume.
Sopro de incerteza.
Pensava que cuspia os sentimentos,
mas só voava bêbada sobre a cidade.
Na solidão fui refugiar-me,
nua e enegrecida, como seu cume.
Sopro de incerteza.
Pensava que cuspia os sentimentos,
mas só voava bêbada sobre a cidade.
Re-facto
Dor em preto e branco
dura e liquida como a vida.
Na generalidade atordoadora,
daquelas que se perde o gosto de viver,
não receio nada.
No espelho essa dor da vida que devora:
a minha voz muda,
meu canto cala,
permaneço e me desfaço.
O meu passado morto rege o meu destino
para tornar-me livre.
dura e liquida como a vida.
Na generalidade atordoadora,
daquelas que se perde o gosto de viver,
não receio nada.
No espelho essa dor da vida que devora:
a minha voz muda,
meu canto cala,
permaneço e me desfaço.
O meu passado morto rege o meu destino
para tornar-me livre.
16 de jun. de 2006
Sonhos que são
Dispa-se dos pudores,
Das trilhas sinuosas que desvias.
Caminhas em teu próprio labirinto,
perdida, como todos... caminhas.
Sobrevive ao tempo que te devora.
Embriaga-te sem cessar,
De vinho, de poesia ou de virtude.
Para alguns, apenas as loucuras,
Na terra e nos lábios do homem.
Das trilhas sinuosas que desvias.
Caminhas em teu próprio labirinto,
perdida, como todos... caminhas.
Sobrevive ao tempo que te devora.
Embriaga-te sem cessar,
De vinho, de poesia ou de virtude.
Para alguns, apenas as loucuras,
Na terra e nos lábios do homem.
Lucidez
Eu apenas vou
Nas entrelinhas ousadas
Pro sol disfarçar.
Caminho,
Por entre duendes e gnomos
A procura de cogumelos,
Em qualquer lugar longe do fim.
Nesse emaranhado de pensamentos,
Originalidade em conflito.
Como saber se podemos?
Palavras não saboreiam.
Mas, se ela nos alcança,
Nos engole.
Só o óbvio me ocorre,
Um mero aprendiz do destino.
Nas entrelinhas ousadas
Pro sol disfarçar.
Caminho,
Por entre duendes e gnomos
A procura de cogumelos,
Em qualquer lugar longe do fim.
Nesse emaranhado de pensamentos,
Originalidade em conflito.
Como saber se podemos?
Palavras não saboreiam.
Mas, se ela nos alcança,
Nos engole.
Só o óbvio me ocorre,
Um mero aprendiz do destino.
Divagações
Um olhar procura algo que se perdeu
Sera voce, ou serei eu?
Perguntas sem respostas
Tendo por testemunha
Somente um escrito.
Sera que os pardais podem me ajudar?
Para um amigo (mozaico)
Sê, ante tudo
O mistério de teus olhos
Nas asas de uma libélula.
Sê livre, sê leve.
Um breve rascunho,
da tempestade à glória.
Solta-te ao inverso,
mostra tua força,
tua garra, tua voz e tuas armas.
Sê livre,
inspira-te ao olhar para a lua
Embora quem ouça de tua música
Nâo precise de outras inspirações.
Sê leve,
como a pluma que segue pelas ondas do universo.
Num trágico defeito vejo num segundo
Tudo de seu mundo de poeta e louco.
O mistério de teus olhos
Nas asas de uma libélula.
Sê livre, sê leve.
Um breve rascunho,
da tempestade à glória.
Solta-te ao inverso,
mostra tua força,
tua garra, tua voz e tuas armas.
Sê livre,
inspira-te ao olhar para a lua
Embora quem ouça de tua música
Nâo precise de outras inspirações.
Sê leve,
como a pluma que segue pelas ondas do universo.
Num trágico defeito vejo num segundo
Tudo de seu mundo de poeta e louco.
15 de jun. de 2006
Devaneios
Cravo punhais de ansiedade em meu peito
Tentando aprisionar num segundo
A toada melancolica da vida.
E uma calma impressionante
Perturba o sobressalto
das idéias que esvoaçam.
Tentando aprisionar num segundo
A toada melancolica da vida.
E uma calma impressionante
Perturba o sobressalto
das idéias que esvoaçam.
Velha bruxa
Subiu as escadas
Exultante, contando os degraus.
O dia estava no fim,
e o horizonte anunciava uma noite fria.
Na varanda, sentada naquela poltrona
Estava a velha Ester.
Tentando pegar com os dedos dos pes
Os gravetos que caiam.
Exultante, contando os degraus.
O dia estava no fim,
e o horizonte anunciava uma noite fria.
Na varanda, sentada naquela poltrona
Estava a velha Ester.
Tentando pegar com os dedos dos pes
Os gravetos que caiam.
Talvez, quem sabe
Eu sinto
Um frio por dentro,
Uma vontade louca
de sair de mim.
E ir por ai, quem sabe,
Talvez voando
Talvez correndo.
Um frio por dentro,
Uma vontade louca
de sair de mim.
E ir por ai, quem sabe,
Talvez voando
Talvez correndo.
Luara
Lá fora o frio cortante,
Numa noite linda
O céu enfeitado de estrelas
E a lua, ah! a lua
Quem dera alcança-la
Com as pontas dos dedos
E fazê-la girar, girar...
Numa noite linda
O céu enfeitado de estrelas
E a lua, ah! a lua
Quem dera alcança-la
Com as pontas dos dedos
E fazê-la girar, girar...
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